Nas eleições de 2016, um grupo de candidatas e candidatos da cidade de Belo Horizonte se juntou para formar uma candidatura coletiva que foi batizada como “As Muitas”. Dentre diversas ideias para a campanha que o grupo articulou, uma das mais interessantes foi a realização de um Leilão de Arte para arrecadação de recursos.
Afinal de contas, a gente já até comprovou aqui na Im.pulsa que arrecadação e orçamento de campanhas não precisam ser a coisa mais complicada do mundo, né mana?
O ponto de partida
Antes de realizar esse evento, As Muitas avaliaram que seria necessário, em sua rede de apoiadoras e apoiadores, pessoas com os meios de comunicação, já que o mercado de artes é muito fechado e seria complicado fazer um evento desse tipo sem pessoas da área.
Equipe para o leilão
- Artistas parceiras
- Curadoras de arte
- Leiloeira
Demais membros da equipe que colaboraram
- Produtora
- Assistente de Produção
- Prestadora de Contas
- Coordenadora de Comunicação
- Designer
- Redatora
Dica: No caso do Leilão d’As Muitas, todo o trabalho foi prestado por voluntários e voluntários. Assim, todas as pessoas da equipe assinaram o Termo de Doação de Serviço.
O local
A equipe entrou em contato com um lugar descolado da cidade e negociou um valor de aluguel mais baixo, combinando que toda a renda com a comercialização de comida e bebida eram do estabelecimento.
Doação, compra e venda da obra de arte
Na perspectiva jurídico-contábil, para transformar obras de arte em dinheiro na conta da Campanha eles deveriam seguir alguns processos. Primeiro, cada artista fez uma doação da obra de arte para a candidata ou o candidato de que era apoiada(o) dentre os membros d’as Muitas; depois, a candidata (o) vendeu a obra e o valor em dinheiro que foi depositado na conta da Campanha.
A artista, ao fazer a doação, assinou um Termo de Doação de Bens informando as características da obra e o valor estimado. A candidata emitiu assim o recibo eleitoral com os dados da artista doadora.
Assim, a compradora no Leilão assinou um Termo de Compra e Venda informando as características da obra e o valor do lance. Depois, a compradora fez a o pagamento do valor da obra utilizando dinheiro, check ou transferência bancária para a candidata.
Ufa!
Parece complicado mas no final das contas este foi um evento que não apenas rendeu arrecadação para uma campanha, como também rendeu visibilidade nas redes, na imprensa e muita propaganda boca a boca. Afinal de contas, não é todo dia que se vê uma Leilão de Arte ocorrendo em apoio a candidaturas políticas, não é?